Minha infância se passou zona rural de uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Norte chamada Acari. Éramos muito pobres, e ainda somos, só tínhamos contato com aparelhos tecnológicos do avançados como rádio de pinha, gravador ou radiola(toca discos de vinil), e mensalmente quando íamos para a feira assistíamos TV por alguns minutos. Lá nem sequer rede de abastecimento de energia elétrica existia. Apesar disso eu tinha uma imensa curiosidade para entender como funcionava o rádio ou a TV.
Na adolescência já morando na cidade tive a oportunidade de manusear televisores com controle, vídeos cassetes, aparelhos de som com controle remoto, e por fim o celular e o computador. Sempre lendo os menus e instruções e tentando fazer o melhor uso dos aparelhos.
Apesar de uma vivência tardia comparando-se ao que ocorre nos dias atuais sempre tive muita vontade de aprender e normalmente não me intimido nas primeiras tentativas de realização de uma tarefa. E o mais importante na minha opinião é não temer fazer o uso de uma máquina pensando que pode danificá-la.
Hoje leciono o em escolas das cidades de Caicó/RN e Jardim de Piranhas/RN. Sempre faço uso do computador em minhas atividades. Penso que nos dias atuais os aparelhos tecnológicos são indispensáveis e facilitam em muito nossa vida.
Só não podemos cair no fascínio pelas máquinas, pelo mundo virtual, e perder o contato com o mundo real e com as pessoas que nos rodeiam.
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